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quarta-feira, 3 de junho de 2015





Jeito de falar tem relação com a personalidade da pessoa

O jeito que a gente fala tem a ver com a nossa personalidade. Tem gente que fala tão rápido que fica até difícil de entender, e gente que fala tão devagar que ninguém deixa terminar a frase. Você gostaria de mudar sua voz? Falar mais firme, com propriedade, com menos ansiedade, comendo menos as letras, as palavras? Ou falar com mais tranquilidade, menos forte, porque as pessoas te acham bravo, impaciente? O Bem Estar desta quarta-feira (3) mostrou o que você pode mudar na sua fala para passar mais confiança, por exemplo. Participaram do programa a fonoaudióloga Leny Kyrillos e o psiquiatra e consultor   Daniel Barros

De acordo com o doutor Daniel Barros, falar muito rápido transmite ansiedade, nervosismo e tensão. Já quem fala devagar transmite um pensamento lento, uma personalidade reflexiva, que pensa antes de responder. A fluência da fala nem sempre está relacionada ao pensamento. “Pessoas que pensam rápido podem ter mais fluência na fala, mas nem todo mundo que fala devagar tem uma fluência ruim de pensamento.”

Quem fala rápido vai continuar falando rápido, explica a fonoaudióloga. “A pessoa não consegue mudar, mas existem técnicas que ensinam a pontuar melhor a fala e torná-la mais atraente, se adequando às situações.”
O padrão diz que o normal é falar no mínimo 145 palavras por minuto, mas muita gente não consegue atingir esse número. A fonoaudióloga deu algumas dicas para quem fala devagar: faça uma lista de mensagens que quer transmitir; comece a reunião pontuando as mensagens principais e depois construa as justificativas; ao falar, eleja expressões fortes, marcantes; se coloque em uma postura correta, com ombros para trás e olhe para a pessoa com quem está falando; capriche nas expressões. “A pessoa pode ser lenta, mas não pode ser monótona”, alerta Leny Kyrillos.
O seu problema é falar rápido demais? Anote as dicas: melhore a articulação, exagerando os movimentos da boca; observe mais a articulação, com isso você acaba falando mais devagar; relaxe os braços e se fizer gestos, coloque as mãos na linha da cintura. Pessoas que falam rápido têm tendência de ficar pegando no outro durante o diálogo e projetar o corpo para frente, em uma postura de ataque. Não faça isso.
Falar baixo ou alto não é agradável. Quem fala muito baixo nem sempre é entendido pelo outro porque é difícil de ouvir. Quem grita ao falar pode se tornar inconveniente. O tom de voz pode ser mudado com exercícios de fonoaudiologia.

Genética, depressão, TPM, cansaço e fome podem contribuir para a raiva

 No nosso dia a dia, existem diversas situações que podem nos deixar com raiva, como por exemplo, uma fechada no trânsito ou uma briga. Como explicou o psiquiatraDaniel Barros no Bem Estar desta terça-feira (6), esses estímulos são interpretados como uma ameaça pelo cérebro e, em alguns casos, podem fazer a pessoa tomar atitudes agressivas impensadas.
Fatores como genética, depressão, sono, cansaço e problemas hormonais, especialmente a TPM, como alertou o ginecologista José Bento, podem contribuir muito para a raiva. Nesses momentos, a pessoa pode agir por impulso, o que pode levar a consequências ruins. No caso da fome, por exemplo, há uma queda de serotononina, hormônio do bem-estar, o mesmo que acontece com as mulheres durante o período pré-menstrual, principalmente nas que têm mais idade.
Nesse momento, ela pode ter sentimentos como falta de esperança, nervos à flor da pele, instabilidade afetiva e irritabilidade persistente - e o problema é bastante comum, como mostrou a reportagem da Carla Suzanne em Aracaju, no Sergipe  Uma dica importante para combater esses sintomas é a atividade física, como recomendou o ginecologista José Bento, porque promove o aumento da sensação de prazer e bem-estar.

Além disso, há a opção do uso de anticoncepcionais e remédios fitoterápicos, como o à base de plantas, Vitex Agnus Castus, que muita gente chama de alecrim de angola.
Em casos em que a irritabilidade foge do controle, o médico pode até mesmo receitar o uso de antidepressivos, como lembrou o psiquiatra Daniel Barros. Segundo o ginecologista José Bento, é importante também reduzir a ingestão de álcool, sal, açúcar e café durante o período pré-menstrual para minimizar os sintomas.
Dependendo do caso, o comportamento agressivo pode ter como alvo a própria pessoa, outras que estejam por perto ou até mesmo objetos. Além disso, o indivíduo no momento da fúria pode agredir outros de maneira física ou também verbal. Por isso, para evitar tudo isso, a primeira dica é afastar-se da situação.


Se isso não for possível, a recomendação é contar até 10 para o cérebro ter tempo de interpretar a ameaça. Caso seja necessário ficar no local, é importante ser assertivo e argumentar, sempre mantendo a calma, já que em algum momento a raiva vai passar.

Por causa dessa reação impulsiva, cerca de 30% dos homicídios em São Paulo, por exemplo, são provocados por motivos fúteis, como brigas entre vizinhos e no trânsito. Em outros estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco, esse percentual chega a 50%. Tudo isso comprova que, em momentos de fúria, é preciso parar e pensar antes de tomar uma atitude que possa causar arrependimento depois.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Ghost (banda)


 Ghost (conhecida como Ghost B.C. nos Estados Unidos) é uma banda sueca de heavy rock formada em 2008 na cidade deLinköping. Sua discografia é composta até o momento de 3 álbuns de estúdio, uma demo, 4 singles e 1 EP.
O estilo da banda mistura um hard rock/heavy metal clássico, típico dos anos 70, com um rock alternativo mais moderno. As letras das músicas são, em sua maioria, satanistas, o que contrasta com a sensibilidade pop e os vocais limpos que permeiam as canções. Os teclados vintage e a produção muito limpa, sem exageros de compressão, fazem os álbuns soarem inteiramente analógicos e também remeterem à década de 70. Vários críticos descreveram a música deles como "sedutoramente lisa e memorável".

Os membros da banda são anônimos, apesar de fortes especulações sobre a identidade dos mesmos apontarem para músicos de bandas suecas desformadas. As apresentações do sexteto trazem uma atmosfera cênica inspirada em rituais satânicos e filmes de terror clássicos, com todos os membros caracterizados como sacerdotes em uma missa negra. O vocalista adentra o palco vestido como um pontífice e carregando um turíbulo utilizado nas litanias católicas.

História  



A banda foi fundada em 2008 e só foi publicada dois anos depois, graças a uma gravação demo, com três músicas apenas, e mais tarde, lançaram mais outra demo, chamada "Elizabeth", com as músicas "Death Knell", "Elizabeth" e "Prime Mover". A letra de "Elizabeth" se trata da conhecida história da condessa Elizabeth Bathory, que se banhava em sangue de virgens para conservar a juventude.
Mais tarde, a banda assina contrato com a Rise Above Records, e em 2010 lançam o primeiro álbum, Opus Eponymous3 . Contendo 2 músicas instrumentais, e mais sete canções, incluindo as 4 publicadas nas demos, foi aclamado pela mídia especializada como um dos melhores lançamentos do ano. "Con Clavi Con Dio", "Ritual", "Death Knell", "Elizabeth" e "Prime Mover" são os destaques do álbum. .
Os dois primeiros shows da banda ocorreram em Outubro de 2010, no Festival Hammer Of Doom em Wurtzburgo, e no festival Live Evil, em Londres. No verão de 2011, a banda tocou em vários festivais de música, incluindo o festival Roadburn em Tilburgo.
 Em fevereiro de 2012, a banda lançou um single, nomeado "Secular Haze", contendo 2 músicas: a própria Secular Haze, e I'm a Marionette, que é um cover da banda sueca ABBA com participação de Dave Grohl, atualmente do Foo Fighters, na bateria.
Em 16 de abril de 2013 a banda lançou seu segundo álbum intitulado Infestissumam. No mesmo ano, em razão de sua primeira série de shows em território americano, e por motivos legais, o grupo foi forçado a mudar o seu nome para Ghost B.C.. Por enquanto, essa alteração vale apenas para o mercado norte-americano como mencionado anteriormente, mas é provável que seja aplicada a todo o mundo. A banda não deu maiores explicações sobre os tais “motivos legais” que levaram a essa mudança.
No mês de setembro a banda participou do Rock in Rio no quarto dia do festival, junto com Metallica, Alice in Chains, Sepultura (com o grupo de percussão urbana Les Tambours du Bronx) quando fez a abertura dos shows do Iron Maiden em São Paulo no dia 20 e em Curitiba no dia 24.
Em 2014 a banda retornou ao país juntamente com a turnê South American Tour, no dia 4 e 5 de Setembro, onde tocaram em São Paulo (HSBC Brasil) e Rio De Janeiro(Imperator). Pouco depois do lançamento de Infestissumam, a banda lançou um EP, nomeado "Year  Zero", contendo também 2 musicas: Year  Zero, e Orez Raey, que seria a Year Zero do final ao começo.


Mensagem subliminar

Mensagem subliminar



Mensagem subliminar é uma pseudociência e teoria de conspiração, que afirma que uma imagem projetada numa velocidade maior que o olho podia captar, ou oculta num quadro, não será vista conscientemente, mas atingiam diretamente o subconsciente, podendo influenciar as pessoas. A teoria foi lançada em 1957, quando o publicitário James Vicary anunciou a criação da sua empresa, a Subliminal Projection Company, na qual era vice-presidente. Para provar a eficiência da propaganda subliminar, Vicary divulgou o resultado do experimento que teria conduzido num cinema de New Jersey. Ao inserir as frases "Drink Coke" e "Eat Popcorn" durante a projeção do filme (em noites alternadas) ele teria aumentado em 57,7% as vendas de pipoca e em 18,1% as vendas de Coca-Cola às portas de saída do cinema. 
Com a divulgação do experimento de Vicary, as mensagens subliminares tornaram-se rapidamente populares, recebendo grande atenção da mídia e perseguição dos grupos religiosos que chegaram a afirmar que eram usados mensagens subliminares nas propagandas de bebidas alcoólicas para aumentar o consumo. Em 1962, alarmado com a dimensão que a história recebeu, James Vicary concedeu uma entrevista à revista Advertinsig Age em que confessou ter sido pressionado pelos investidores a publicar resultados de experimentos que não tinha feito realmente. Mesmo com o pronunciamento de Vicary, outros autores e grupos conservadores continuam a difundir a ideia de que as mensagens subliminares são usadas na mídia para manipular a população.1
O conceito de mensagem subliminar não tem base científica, por que subliminar não é subentendido. Subliminar é o que não é visto conscientemente; se viu, deixou de ser subliminar. Uma imagem ou uma ideia sugerida, nas entrelinhas, sutil ou periférica não é subliminar. Estímulos sensoriais abaixo do limiar de percepção objetivo, ou seja, fora do alcance dos sentidos, como um som fraco demais para ser captado pelo ouvido ou ininteligível como uma mensagem reversa, ou uma imagem rápida demais que não possa ser captada pelo olho, não causam absolutamente nenhum efeito em quem é sujeito a eles.2
Percepção subliminar é um tema amplamente estudado há mais de 100 anos pela psicologia. Embora muitos pontos permaneçam controversos, não há nenhuma evidência científica de que alguém possa ser persuadido por uma mensagem subliminar a iniciar uma ação complexa como consumir um determinado produto ou se suicidar

História

Em setembro de 1957, o especialista em marketing americano James Vicary convocou a imprensa para anunciar o lançamento de sua empresa, a Subliminal Projection Company, na qual era vice-presidente. Na conferência Vicary revelou ter patenteado uma nova técnica de vendas chamada "projeção subliminar" que consistia em utilizar um ta/quitoscópio (um dispositivo capaz de projetar imagens numa tela muito rapidamente) para exibir imagens entre os quadros de um filme durante uma fração de segundos (para ser mais preciso, 0.00033s). Como eram projetadas numa velocidade maior que o olho podia captar, estas imagens não eram vistas conscientemente, mas Vicary acreditava que elas atingiam diretamente o subconsciente. Para provar a eficiência de suas propagandas subliminares, Vicary divulgou o resultado do experimento que teria conduzido num cinema de New Jersey. Ao inserir as frases "Drink Coke" e "Eat Popcorn" durante a projeção do filme (em noites alternadas) ele teria aumentado em 57,7% as vendas de pipoca e em 18,1% as vendas de Coca-Cola às portas de saída do cinema. 3
A mídia abraçou a história e deu a ela um tratamento sensacionalista. Um dos artigos, do Wall Street Journal, por exemplo, começava assim:1
"Esta história pode soar como se um disco voador espreitasse por detrás das cenas, mas você pode ter certeza que todos os personagens nesta novela são reais. O conto começa alguns meses atrás, quando vários homens silenciosos adentraram um cinema de New Jersey e montaram um estranho mecanismo junto ao projetor."
Matérias como estas, carregadas de mistério e de referências a contos de ficção cientifica, foram comuns e ajudaram a criar a aura fantástica em torno das mensagens subliminares que permanece até hoje.
Desde o início as mensagens subliminares estiveram na mira dos grupos religiosos: logo após o anúncio da experiência de Vicary, a WCTU (Women's Christian Temperance Union) enviou uma nota à imprensa afirmando que técnicas subliminares estariam sendo usadas para aumentar as vendas de cervejas e outras bebidas alcoólicas. Nenhuma evidência que comprovasse a alegação foi apresentada, assim como nenhuma evidência tinha sido apresentada para comprovar o experimento de Vicary, mas juntas as duas alegações deram credibilidade uma à outra. 4
Logo as mensagens subliminares estavam no centro das atenções. O autor do clássico romance "Admirável Mundo Novo", Aldous Huxley, escreveu em 1958 sobre um futuro onde "ditadores científicos instalarão máquinas sussurrantes e projetores subliminares em escolas e hospitais". Mensagens subliminares passaram a ser vistas como uma invisível e indefensável técnica de lavagem cerebral. Editoriais furiosos foram publicados na imprensa exigindo o imediato banimento das propagandas subliminares, enquanto um senador americano pedia a regulamentação do uso da técnica.1
Ainda em 1957, o ano em que Vicary anunciou seu experimento, surgiram as primeiras tentativas de replicar o efeito subliminar. A rede de televisão WTWO testou a técnica inserindo imagens que diziam "se você viu esta mensagem escreva para a WTWO". A WTWO não reportou nenhum aumento na correspondência. No ano seguinte o próprio Vicary concordou em conduzir um experimento público na rede de televisão canadense. A imagem dizendo "LIGUE AGORA" foi inserida 352 vezes durante meia hora de programa, mas nenhum aumento nas ligações foi registrado. Os telespectadores, que sabiam que alguma imagem estava sendo subliminarmente exibida mas não sabiam qual, escreveram para a rede de TV dizendo que haviam sentido uma vontade irresistível de apanhar uma cerveja ou de trocar de canal.1
Finalmente em 1962, alarmado com a dimensão que a história recebeu, James Vicary concedeu uma entrevista à revista Advertinsig Age em que confessou ter sido pressionado pelos investidores a publicar resultados de experimentos que não tinha feito realmente.5 Disse Vicary:
"...nós fomos forçados a divulgar a idéia (da subliminaridade) antes que estivéssemos realmente prontos... nós não havíamos feito nenhuma pesquisa exceto o mínimo necessário para registrar a patente. Eu tinha pouco interesse na companhia (Subliminal Projection) e uma pequena quantidade de dados, muito pequena para ser significativa."
A confissão de Vicary esfriou o assunto mas não o esvaziou. Em 1973, houve um renascimento do interesse pelo tema com o lançamento do livro "Subliminal Seduction - Ad Media's Manipulation of a Not So Innocent America" (Sedução Subliminar - Manipulação da Mídia Publicitária de uma América Não Tão Inocente). O autor, Wilson Bryan Key, acusava as agências de publicidade de usar mensagens subliminares em jornais, revistas e na televisão para aumentar suas vendas. No livro, Key fez várias afirmações bombásticas, dizendo, por exemplo, que "as agências de publicidade gastam boa parte de seus recursos em pesquisas, desenvolvimento e aplicação de estímulos subliminares", mas sem apresentar nenhum documento, nem testemunhas, ilustradores, desenhistas, artistas gráficos ou nenhum profissional que admitisse, nem anonimamente, haver inserido deliberadamente mensagens subliminares em propagandas. Segundo Key, tudo estava sendo mantido em segredo pelas grandes corporações e pelo próprio governo.1
Uma marca pitoresca do discurso de Key que foi incorporada ao mito das mensagens subliminares é o apelo sexual. Key afirmava que: "palavras como fuck, ass, whore, cunt [vamos deixar você procurar o significado destas palavras no dicionário] e morte são usadas freqüentemente como gatilhos subliminares para motivar comportamentos consumistas". Por exemplo, no nome da marca de cigarros "Kent", Key via uma similaridade subliminar com a palavra "cunt" (na verdade Kent era o sobrenome do dono da companhia de cigarros Lorillard na época do lançamento da marca). Como palavrões poderiam influenciar os hábitos de consumo de alguém é uma coisa que Key explicava com uma tortuosa psicologia freudiana. Além de palavras de baixo calão, Key possuía uma habilidade incomum de ver sexo escondido em qualquer coisa. O título de seu livro posterior, "The Clam-Plate Orgy" (A Orgia no Prato de Moluscos), era uma referência à imagem de um prato de moluscos que ilustrava o menu de um restaurante de frutos do mar; em vez de um punhado de moluscos Key viu uma cena de sexo grupal... que incluía um jumento. Ele também afirmou que os orifícios dos biscoitos Ritz eram dispostos propositalmente para formar a palavra "SEX".1
Por mais que as alegações de Key fossem desprovidas de evidências, elas revitalizaram o mito e o tornaram muito mais "interessante". Como resultado, em 1980 nos EUA 78% da população pesquisada dizia já ter ouvido falar das mensagens subliminares e destes, aproximadamente 50% acreditavam que elas eram usadas comumente pela mídia. Quanto ao "experimento pipoca" de Vicary, este continua sendo usado por todos os que vendem o poder das mensagens subliminares, sem que ninguém se lembre ou se importe com o fato de o próprio autor tê-lo desmentido.1

Versão científica[editar | editar código-fonte]

Os primeiros estudos sobre percepção subliminar foram feitos no final do século XIX. Naqueles primeiros experimentos os pesquisadores mostravam aos voluntários fichas com letras ou figuras geométricas a uma distância tão grande que quando perguntados sobre o que viam todos diziam que não conseguiam distinguir nada além de borrões. Depois pediam as pessoas que tentassem adivinhar em um questionário de múltipla escolha as figuras que haviam sido mostradas. Como o nível de acertos era maior do que o que seria obtido ao acaso, os pesquisadores concluíam que as pessoas haviam sido afetadas pelas imagens 7 . A partir do final do final dos anos 70 os pesquisadores passaram a tentar verificar se havia mudanças no comportamento das pessoas submetidas a estímulos subliminares. Em um estudo famoso os pesquisadores exibiram ideogramas chineses aos voluntários e depois pediram a eles que tentassem adivinhar num teste de múltipla escolha se os ideogramas tinham significados positivos ou negativos. Para algumas pessoas as imagens foram precedidas por imagens subliminares de figuras sorridentes ou tristes de tal maneira que nenhuma pessoa reportou tê-las visto. A conclusão é que as pessoas submetidas às imagens subliminares tiveram maior tendência de classificar positivamente os ideogramas precedidos de figuras positivas que aquelas que não tinham sido submetidas a elas. Este tipo de estudo, em que o indivíduo é preparado com a breve exposição preliminar de uma imagem antes de medir seu desempenho, é chamado de estudo de "priming". A maior parte da base estabelecida sobre percepção subliminar e seus efeitos foi adquirida com estudos deste tipo.8
Mas é neste ponto que os resultados se tornam conflitantes. Há vários estudos de "priming" que mostram, logo após a exibição dos estímulos, melhoria nas habilidades motoras (medindo o resultado no lançamento de dardos), mudanças de humor, redução da ansiedade e de fobias como a agorafobia e até perda de peso. Em contrapartida há um grande número de estudos que simplesmente não encontraram nenhuma relação entre mudanças comportamentais e estímulos subliminares e muitos falharam em tentar replicar os resultados positivos daqueles estudos. O motivo é que a psicologia não é uma ciência exata. Seu objeto de estudo não é o previsível mundo natural, mas a mente do homem, com todas as suas subjetividades e nuances. É muito difícil planejar um experimento com uma metodologia que isole totalmente o fenômeno que se está estudando. No caso da percepção subliminar o maior problema dos pesquisadores é assegurar que um estímulo seja realmente subliminar para todas as pessoas no experimento. Como já dissemos, não existe uma linha demarcando o que é subliminar do que não é. Em vez disso, há uma faixa entre o chamado limiar subjetivo e o limiar objetivo; dentro desta faixa um estímulo é percebido, mas sem que o observador tenha consciência dele. Acima do limite subjetivo o estímulo é percebido conscientemente pelo observador, sendo chamado de supraliminar. Já abaixo do limite objetivo não há nenhum traço de percepção. Descobrir os limites objetivo e subjetivo de cada pessoa e enquadrar o estímulo nesta estreita faixa para todas as pessoas no experimento é uma grande dificuldade. 9
Mas por sobre a confusão e a contradição pairam algumas certezas. Mesmo os pesquisadores mais otimistas reconhecem que o efeito de um estímulo subliminar não dura mais do que dois ou três segundos. Quer dizer, quando o teste cognitivo não é feito imediatamente depois da exibição das imagens subliminares, nenhum efeito é verificado. Até o momento, só encontramos referência a um trabalho mostrando efeitos de até 24h, em pacientes anestesiados: "Memory of unconsciously perceived events: Evidence from anesthetized patients" de Philip Merikle. Além disso sabe-se que nem todos os tipos de mensagens subliminares são igualmente eficazes; as visuais tem efeitos cognitivos muito maiores do que as auditivas.9
Outro consenso entre os cientistas é que percepção subliminar não significa persuasão subliminar. Ou seja, embora a percepção subliminar possa aumentar o número de respostas certas em questões de múltipla escolha sobre o estímulo, ela não pode fazer que alguém beba mais coca-cola, pare de fumar ou mude de orientação sexual. Não há nenhuma evidência de que as ações de alguém podem ser comandadas por estímulos percebidos inconscientemente. Pelo contrário, todas as evidências sugerem que para iniciar uma ação baseada em um estímulo, uma pessoa precisa estar ciente dele.9
Enquanto psicólogos seguem desenvolvendo novas metodologias para delimitar a extensão da percepção subliminar, os publicitários e demais profissionais do marketing tentam descobrir se mensagens subliminares podem ser usadas para influenciar os hábitos dos consumidores. Até o momento, apesar dos numerosos trabalhos existentes, foram muito poucos aqueles que encontraram algum efeito relevante; a maioria possui tantas falhas de metodologia que não pode ser considerada conclusiva 10 . De fato entre 1970 e 1985 houve apenas um trabalho mostrando uma influência posiiva de mensagens subliminares. Seu autor, Del I. Hawkins, mostrou que dentre as pessoas submetidas a mensagens subliminares, aquelas expostas à palavra "COKE" (Coca-Cola) reportavam mais sede dos que pessoas expostas à uma palavra sem sentido. Este estudo foi bastante influente durante os 15 anos seguintes e serviu para manter acesas por um bom tempo as alegações de Vicary, desta vez dando a elas um fundo científico. No entanto em 1989, ao reproduzir o experimento, o mesmo autor foi incapaz de replicar seus resultados, concluindo:
"Este estudo lança sérias dúvidas sobre a validade dos outros poucos estudos mostrando evidência experimental de efeitos subliminares no contexto publicitário. Ele claramente indica a necessidade de se criar uma tradição de replicar experimentos na área de marketing". 11
No estudo "Effectiveness of Subliminal in Television Commercials" (Eficácia do Subliminar nos Comerciais de Televisão) de Smith e Rogers (1994), os pesquisadores incluíram em um comercial as palavras "ESCOLHA ESTE" com graus diferentes de contraste de tal maneira que elas fossem perfeitamente claras para um grupo e subliminares para outro e pediram aos expectadores que marcassem num questionário seu interesse nos comerciais. Depois compararam os resultados com os de um grupo de controle, cujos expectadores assistiram comerciais sem nenhuma mensagem. Ao final constataram que os comerciais com as mensagens detectáveis obtiveram mais pontos que aqueles com mensagens subliminares. Para sua surpresa, verificaram que os comerciais com mensagens, subliminares ou não, obtiveram menos pontos do que os do grupo de controle, sem mensagens. Do trabalho os autores concluíram que a mais forte mensagem subliminar ainda é mais fraca que uma mensagem direta e que mesmo que fossem eficazes (e não fossem proibidas por lei, ao menos nos EUA), a inserção deste tipo de mensagens na televisão envolve dificuldades práticas que tornariam a técnica pouco viável.9
Investigando o efeito de palavras e imagens de conteúdo sexual escondidas em anúncios na mídia os pesquisadores Vokey e Read mostraram a um grupo de pessoas fotografias contendo a palavra "sex" escondida entre as imagens, enquanto um grupo de controle viu as mesmas imagens mas sem nenhuma mensagem escondida. Nenhum aumento na retenção da memória foi observado em relação ao grupo de controle. Na verdade, segundo os autores, além de não existir nenhuma evidência que suporte as alegações de Key, elas vão contra todo o conhecimento atual da neurociência e ciência cognitiva.9
Mas ainda que as mensagens subliminares não sejam eficazes como técnica de propaganda, será que as agências de publicidade estão fazendo uso deliberado delas? Bem, a única maneira de saber é perguntando aos publicitários. Foi o que fizeram os pesquisadores Martha Rogers and Christine Seiler no artigo "The Answer is No: A National Survey of Advertising Practitioners and Their Clients about Whether they use Subliminal Advertising" ("A Resposta É Não: Uma Pesquisa Nacional das Agências de Publicidade e Seus Clientes Sobre Se Elas Usam Ou Não Propaganda Subliminar", um trecho do artigo pode ser lido aqui). Rogers e Seiler pediram a 750 pequenas e grandes agências de publicidade em todo o território americano que respondessem a um questionário no qual perguntavam se elas já haviam usado técnicas subliminares em seus trabalhos, onde por técnicas subliminares se entendia "palavras, imagens e formas intencionalmente inseridas em materiais publicitários, de tal maneira que o público não as percebam em nível consciente, mas em nível subconsciente". As perguntas foram planejadas de maneira a estimular respostas tão honestas quanto possível. Das 256 agências que responderam a pesquisa, 90,6% negaram qualquer uso de técnicas subliminares; dos 9,3% restantes que admitiram terem usado técnicas subliminares, todas menos uma consideraram artifícios triviais (como uso de cores, certos tipos de personalidades que provoquem identificação com o consumidor, etc) como subliminares, ou seja, possuíam a velha noção popular de que subliminar é sinônimo de subentendido. O único caso das 256 agências que usou alguma técnica subliminar real, admitiu que o fez como uma piada interna.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Cão que tira garrafas do Tietê é fêmea e vive com o pessoal que limpa o rio

Cadela foi flagrada pelo Bom Dia Brasil tirando 25 garrafas em 20 minutos.
'Ela é muito inteligente', diz funcionário de limpeza do rio.


O cão flagrado na última quinta-feira (28) pelo Bom Dia Brasil colhendo garrafas pet no Rio Tietê, em São Paulo é na verdade uma cadela chamada Sabrina. Ela vive no alojamento dos funcionários responsáveis pela limpeza das margens do rio. A equipe da TV Globo flagrou a cadela mergulhando no rio e retirando 25 garrafas em 20 minutos.
Segundo reportagem de Filippo Mancuso e Dennys Leutz que foi ao ar no ‘Jornal Hoje’ desta segunda-feira (1º), Sabrina vive há dois anos no canteiro de obras do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), que faz o trabalho de limpeza do Tietê (veja no vídeo acima).
De tanto assistir seus donos recolhendo lixo na beirada do rio a cadela tomou gosto pela coisa.
“A primeira vez ela ficou rodando, andado e ficou ali também acompanhando aquela máquina pegando a sujeira”, conta o maquinista do barco Clóvis Lima da Silva. “Ela foi indo, acostumou e até hoje está desse jeito aí. Com uma cachorra que nem a Sabrina o trabalho fica mais tranquilo.”
O mecânico Luiz Lini diz que a cadela "é muito inteligente". “É um animal que cativa todo mundo”, afirma. A cachorra pega até sacos de lixo.
Desde 2011, o DAEE já retirou 15 milhões de toneladas do Rio Tietê. Veterinários ouvidos pela reportagem dizem que ela está sujeita a muitas doenças, como a leptospirose. Segundo os funcionários, a cachorrinha Sabrina é vacinada.
Cão que tira garrafas do Tietê é fêmea e vive com o pessoal que limpa o rio (Foto: Reprodução TV Globo)
Cão que tira garrafas do Tietê é fêmea e vive com o pessoal que limpa o rio (Foto: Reprodução TV Globo)Cão que tira garrafas do Tietê é fêmea e vive com o pessoal que limpa o rio (Foto: Reprodução TV Globo)
Cão que tira garrafas do Tietê é fêmea e vive com o pessoal que limpa o rio (Foto: Reprodução TV Globo)

MAIORES BILHETERIAS DE 2015 (ATÉ AGORA)

MAIORES BILHETERIAS DE 2015 (ATÉ AGORA)

Com estreia forte, "Vingadores: Era de Ultron" ameaça a liderança de "Velozes e Furiosos 7"

Última publicação: 28/04/2015

  • "Velozes e Furiosos 7" tem a maior bilheteria do ano até agora
    "Velozes e Furiosos 7" tem a maior bilheteria do ano até agora
    Créditos: Divulgação
  • "Vingadores: Era de Ultron" ultrapassou "Velozes e Furiosos" como a maior estreia do ano
    "Vingadores: Era de Ultron" ultrapassou "Velozes e Furiosos" como a maior estreia do ano
    Créditos: Divulgação
  • Em segundo lugar no ano e terceiro entre as estreias, "Cinquenta Tons de Cinza" supera com folga as maiores bilheteria de 2014 no Brasil
    Em segundo lugar no ano e terceiro entre as estreias, "Cinquenta Tons de Cinza" supera com folga as maiores bilheteria de 2014 no Brasil
    Créditos: Divulgaçnao
As bilheterias do ano finalmente começaram a aquecer com a chegada dos primeiros blockbusters. “Velozes e Furiosos 7” e “Vingadores: Era de Ultron” brigam pela liderança, com estreias bem próximas e bem superiores às demais, enquanto “Cinquenta Tons de Cinza” se estabiliza no saldo confortável de R$ 86 milhões - abaixo do líder, mas quase R$ 40 milhões à frente de “Bob Esponja – Um Herói Fora D’Água”.
Nos Estados Unidos, o filme da Marvel ainda não estreou, deixando o caminho livre para “Velozes”, que já soma US$ 320 milhões, contra apenas US$ 190 milhões do segundo colocado, “Cinderela”. Mundialmente, o pipocão liderado por Vin Diesel já rendeu mais de US$ 1,3 bilhão e é o quinto maior sucesso internacional de todos os tempos, atrás de “Avatar”, “Titanic”, “Os Vingadores” e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”. Ao que tudo indica, “Era de Ultron” deve superar esse número.
Confira as maiores bilheterias de 2015 (até 26/04):

BILHETERIAS ACUMULADAS:

Brasil
1. Velozes e furiosos 7 – R$ 124.831.000
2. Cinquenta tons de cinza – R$ 86.703.000
4. Cinderela – R$ 46.068.000
5. Loucas pra casar – R$ 45.869.000
6. Êxodo - Deuses e reis – R$ 41.200.000
7. Os pinguins de Madagascar – R$ 40.615.000
8. Vingadores: Era de Ultron – R$ 40.461.000  *incluindo pré-estreias
9. A série Divergente: Insurgente – R$ 38.600.000
10. Uma noite no museu 3 – R$ 30.754.000

EUA
1. Velozes e Furiosos 7 - US$ 320.081.575
2. Cinderela – US$ 190.559.996    
3. Cinquenta Tons de Cinza - US$ 166.074.900
5. Cada Um na Sua Casa - US$ 153.489.719
6. Kingsman: Serviço Secreto - US$ 126.475.263
7. A Série Divergente: Insurgente - US$ 124.777.530
8. Busca Implacável 3 - US$ 89.204.731
9. Get Hard - US$ 83.922.270
10. As Aventuras de Paddington - US$ 75.611.904

MAIORES ESTREIAS:

Brasil
1. Vingadores: Era de Ultron - R$ 37.075.938
2. Velozes e Furiosos 7 - R$ 36.941.166
3. Cinquenta Tons de Cinza - R$ 23.142.637
4. A Série Divergente: Insurgente - R$ 13.001.982

EUA
1. Velozes e Furiosos 7 - US$147,187,040
2. Cinquenta Tons de Cinza - US$85,171,450
3. Cinderela - US$67,877,361


sexta-feira, 29 de maio de 2015

                                                   Sinopse Beijada por um anjo
    
Beijada Por um Anjo



'Sei que o perdi... Tristan está morto. Jamais poderá me abraçar novamente. O amor termina com a morte.' Ivy 

Ivy e Tristan foram feitos um para o outro. Eles discordavam apenas em um ponto: Tristan nunca acreditou em anjos. Ivy, por sua vez, fez dos anjos seus protetores nos momentos mais difíceis. E quando Ivy sente ter encontrado o amor de sua vida, um acidente muda o rumo desta história, fazendo com que Ivy questione a existência de algo que era certo em sua vida, os anjos. Uma linda história de amor interrompida cedo demais...