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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012



RECOMENDAMOS OUÇA OSWALDO MONTENEGRO

Oswaldo Montenegro

Osvaldo Viveiros Montenegro – Compositor e cantor carioca, nascido aos 15 de março de 1956 no bairro do Grajau. Filho de músicos, acostumado com as serestas que aconteciam em sua casa, logo cedo teve contato com a música barroca.

Venceu um festival de música com apenas 13 anos. Fez seus primeiros shows aos 17 anos, tornando-se profissional e iniciando várias parcerias. Teve contato com a música erudita nos concertos do Teatro Nacional. Compôs algumas peças de teatro, em torno de 14 peças muicais.
 

Discografia:
Sem Mandamentos (1975) Som Livre Compacto simples
Trilhas (1977) Independente LP
Poeta maldito... Moleque vadio (1979) WEA LP, CD
Oswaldo Montenegro (1980) WEA LP, CD
Asa de Luz (1981) WEA LP
A Dança dos Signos (1983) Philips LP
Cristal. Trilha sonora da peça (1983) PolyGram LP
Brincando em cima daquilo (1984) LP
Drops de Hortelã. Oswaldo Montenegro e Glória Pires (1985) PolyGram LP
Os Menestréis (1986) Independente LP
Aldeia dos Ventos (1987) Independente LP
Oswaldo Montenegro ao vivo (1989) Som Livre LP, CD
Oswaldo Montenegro (1990) Som Livre CD
Vida de Artista (1991) Som Livre LP, CD
Mulungo (1992) Som Livre CD
Seu Francisco (1992) PolyGram CD
Aos filhos dos hippies (1995) Albatroz CD
O Vale Encantado (1997) Albatroz CD
Noturno (1997) Independente CD
Letras Brasileiras (1997) Albatroz CD Léo e Bia (1998) Albatroz CD
Aldeia dos Ventos. Arte em construção (1998) Albatroz CD
A Dança dos Signos 15 anos (1999) Independente CD
Letras Brasileiras ao vivo (1999) Albatroz CD
A lista (1999) Independente CD
A lista. Trilha sonora do musical (1999) Independente CD
A lista (1999) Independente single
Letras brasileiras ao vivo (1999) Albatroz CD
Escondido no tempo (1999) Panela Music CD
Telas. Só para colecionadores (2000) Independente CD
Entre uma balada e um blues (2001) Ouver Records CD
A lista (2001) Jam Music CD
Estrada nova (2002) Jam Music CD
Letras brasileiras II (2003) Albatroz CD
Aldeia dos ventos (2004) Jam Music CD
Ao vivo - 25 anos (2004) Warner CD e DVD
Léo e Bia 1973 (2005) Jam Music CD
A Partir de Agora (2006) Wea CD e DVD
Intimidade (2008) Som Livre CD e DVD
Quebra-cabeça Elétrico (2009)Universal CD e DVD
Canções de Amor (2010) CD
.
Frases e Pensamentos de Oswaldo Montenegro
A Lista

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?
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E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.


METADE

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
 
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
 
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
 
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
 
Mas a outra metade é um vulcão...

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
 
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...

E que a minha loucura seja perdoada
 
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.


Depressão,sintomas,ansiedade.......leia é importante para sua saúde e não devemos brincar com nossa saúde e sim cuidar.

Quando alguém está doente ou quando acontece um acidente, a primeira coisa que deve se perguntar é: O que esta isto quer me dizer?
Somos nós quem atraimos as situações boas ou más para nossas vidas pelos nossos pensamentos oriundos do nosso emocional ou da própria defesa que criamos por medos, insegurança ou até por poder.
Quem não teve oportunidade de ver uma criança fazer uma febre quando seus pais viajaram e repentinamente melhoram quando eles voltaram?
Existem estudos que associam o conteúdo psicológico a vários tipos de doenças e incidentes, demonstrando que, quando não trabalhamos adequadamente nosso psique, temos que aprender de outra maneira e muitas vezes pela dor, pois poucos seres humanos estão preparados para aprender as lições da vida pelo amor.
Nem todos se deram conta da necessidade de se auto-analisar, por ser uma manifestação do inconsciente e muitas vezes, de difícil aceitação, pois até as pessoas mais esclarecidas, que já tem o conhecimento desta manifestação, tende a negar em vez de vivenciar para superar os desafios.
Esse tipo de abordagem pode até substituir os remédios se a pessoa conseguir “dissolver” a energia estagnada, quando se dará conta que uma emoção lhe domina, que pode liberar o sentimento e ficar livre de uma doença no corpo físico, de preferência com a ajuda de um profissional da área
Para Saúde Integral, toda doença tem um fundo psicológico e se este não for tratado, ainda que haja uma aparente melhora, pode ter reincidência. Então é preciso estar atento às “dores emocionais”, as tristezas, desejos e expectativas da vida.
Abaixo dicas da relação da emoção com o corpo físico:
AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada, pessoa que fala muito, ofende ou se tranca, não fala.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo. Pessoas que criticam a si ou que criticam o outro.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido. Necessidade de ser amado.
Bexiga – Pressão, apego
Boca – Disposição para receber
BRONQUITE: Ambiente família inflamado, gritos,  discussões.
Cabelos – Liberdade, poder
Coração – Capacidade de amar, emoção
Costas – Correção
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo, ressentimento.
Coluna: Medo da vida
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda, viver do passado.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização, controle.
Dentes – Agressividade, vitalidade
ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
Estômago – capacidade de absorção da vida, pensou que seria tudo diferente
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer, culpa.
Fígado – Avaliação, filosofia, religião, raiva, ressentimentos.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
Gengivas – Desconfiança. Falta de dinheiro
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
Intestino delgado – Elaboração, análise.
Intestino grosso – Inconsciente, ambição, indigestão com a vida.
INSONIA: Medo, culpa.
Joelhos – falta de humildade
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior, falta de apoio.
Mãos – Entendimento, capacidade de ação, não consegue “agarrar”.
Membros – Movimentos, flexibilidade, atividade
Músculos – Mobilidade, flexibilidade, atividade
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
Nariz – Poder, orgulho, sexualidade
Olhos – falta de discernimento. Não quer ver a realidade.
Ouvidos – Obediência. Não quer escutar alguém.
Órgãos genitais – Sexualidade
Ossos – Firmeza, cumprimento das normas, frustração por não fazer na vida o que gostaria.
PELE (acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida, desamor.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente. Agarra-se ao que é velho.
PULMÕES: Medo de absorver a vida, desilusão.
Pele – Delimitação, normas, contato, carinho, rejeição.
Pênis – Poder, sexualidade ameaçada ou reprimida.
Pés – Compreensão, firmeza, enraizamento, humildade. Medo de caminhar na vida.
Pescoço – Medo, rigidez.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas. Querendo por “algo “ para fora.
REUMATISMO: Sentir-se vítima, crítica, falta de amor, amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional, culpa, crença em perseguição.
Rins – Medos, discernimento, eliminação.
Sangue – Força vital, vitalidade
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação, comunica-se mal.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
Unhas – Agressividade
Vagina – Entrega
VARIZES: Desencorajamento, sentir-se sobrecarregado.
Vesícula biliar – Agressividade, raiva.
Este texto foi baseado em vários livros entre eles: “A Doença Como Caminho”, de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke – Editora Cultrix
Suzete é Naturopata, Iridóloga e Instrutora dos Exercícios Visuais. Autora do livro: Cuide de S



Volume e tempo de exposição determinam risco da utilização destes ap
aparelhos. Com moderação não há danos para os ouvidos.
Ouvir música é um hábito que causa prazer para a maioria das pessoas. A música relaxa, diverte e distrai em meio a tantas situações estressantes do dia a dia e por isso muitas pessoas usam – e abusam – dos aparelhos portáteis com fones de ouvido. “Não existe hora nem lugar. Na rua, no ônibus, nos parques, na academia, no trabalho, onde tiver uma brecha o fone de ouvido está presente. O que preocupa são os riscos que ele representa a saúde”, destaca a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
A perda auditiva, zumbido e a dificuldade de compreender o que está sendo falado em uma conversa são as consequências mais perigosas do uso excessivo dos fones de ouvido. O volume do som e o tempo de utilização são os principais fatores que estão relacionados aos problemas auditivos. “A longo prazo, o hábito causa danos irreversíveis aos ouvidos. Além disso, os fones criam uma espécie de isolamento acústico, que não permite o usuário ouvir os sons a sua volta, aumentando os riscos de acidentes devido a falta de atenção.”
Independente do modelo, seja o de inserção – que são colocados dentro da orelha – ou o de concha, o abuso na utilização dos fones prejudica a audição de forma lenta e progressiva. “O indivíduo vai perdendo a capacidade de ouvir aos poucos, sem perceber, o que dificulta o diagnóstico. Como os sintomas diretamente ligados a audição surgem apenas quando o problema já está avançado, o tratamento não consegue reverter os danos. Dores de cabeça, insônia e até aumento da pressão podem sinalizar que o corpo está em uma situação de estresse causada pelo excesso de ruído.”
A médica  esclarece que os riscos de perda auditiva são diferentes para cada pessoa. “Alguns indivíduos possuem ouvidos mais resistentes e conseguem ouvir música por longos períodos sem prejudicar a audição. Enquanto outros são mais sensíveis e mesmo seguindo as orientações de uso correto dos fones de ouvido podem sofrer danos. Como não há como saber quais pessoas são mais sensíveis ou mais fortes, a recomendação é usar o fone com moderação.”
Para ouvir música com fones de ouvido sem causar danos à audição o recomendado é jamais colocar no volume máximo e ficar poucas horas com o fone de ouvido. “É fundamental ter bom senso. O ideal é ir até no máximo 60% da capacidade de volume do aparelho por no máximo 1 hora de tempo de exposição, seguido de um período de repouso acústico, não utilizar os fones em locais barulhentos, como ônibus ou ruas movimentadas. Nesses ambientes a tendência é aumentar o volume para que o som possa competir com o barulho externo. Outra recomendação é não utilizar o fone apenas de um lado, pois pode causar perda assimétrica da audição”, alerta.
A especialista enfatiza que o volume dos fones de inserção é mais alto do que os de concha, pois eles ficam mais próximos do canal do ouvido.
Testes simples podem ajudar a controlar corretamente o volume dos aparelhos. Se o som estiver muito alto, o indivíduo não consegue conversar com as pessoas que estão presentes no mesmo ambiente. “Outra dica é desligar o aparelho quando estiver na rua, no volume usado costumeiramente, e ao chegar em casa, ambiente considerado mais silencioso, o usuário deve ligá-lo novamente. Se o volume for incômodo aos ouvidos é sinal que o som estava alto demais. Ao perceber qualquer alteração auditiva deve-se procurar um especialista imediatamente”, acrescenta.



Poluição Sonora
O que é poluição sonora, efeitos negativos na saúde humana, níveis de ruído em decibéis, ambientes com alto nível de poluição sonora, recomendações, doenças provocadas, sistema auditivo
Poluição Sonora
Trânsito nas grandes cidades: poluição sonora no dia-a-dia
  
Quando e como ocorre 
A poluição sonora ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição, causa vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas.
O ruído é o que mais colabora para a existência da poluição sonora. Ele é provocado pelo som excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, etc. Estes ruídos provocam efeitos negativos para o sistema auditivo das pessoas, além de provocar alterações comportamentais e orgânicas.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve ficar em até 50 db (decibéis – unidade de medida do som) para não causar prejuízos ao ser humano. A partir de 50 db, os efeitos negativos começam. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados.

Efeitos negativos da poluição sonora na saúde dos seres humanos:
· Insônia (dificuldade de dormir);
· Estresse
· Depressão
· Perda de audição
· Agressividade
· Perda de atenção e concentração
· Perda de memória
· Dores de Cabeça
· Aumento da pressão arterial
· Cansaço
· Gastrite e úlcera
· Queda de rendimento escolar e no trabalho
· Surdez (em casos de exposição à níveis altíssimos de ruído)

Recomendações importantes:
Para evitar os efeitos nocivos da poluição sonora é importante: evitar locais com muito barulho; escutar música num volume de baixo para médio; não ficar sem protetor auricular em locais de trabalho com muito ruído; escutar walk man ou mp3 player num volume baixo, não gritar em locais fechados, evitar locais com aglomeração de pessoas conversando, ficar longe das caixas acústicas nos shows de rock e fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento.

Curiosidade:
Nível de ruído provocado (aproximadamente – em decibéis)
- torneira gotejando (20 db)
- música baixa (40 db)
- conversa tranqüila (40-50 db)
- restaurante com movimento (70 db)
- secador de cabelo (90 db)
- caminhão (100 db)
- britadeira (110 db)
- buzina de automóvel (110 db)
- turbina de avião (130 db)
- show musical, próximo as caixas de som (acima de 130 db)
- tiro de arma de fogo próximo (140 db)
Você sabia?
- É comemorado em 7 de maio o Dia do Silêncio.
- Para medir o nível de ruído num determinado ambiente, os técnicos utilizam um aparelho chamado decibelímetro.
  
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Veja também:

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Leia um trecho do livro "Faz Parte do Meu Show".

Capítulo 1
Exagerado

        Ainda sentia em mim a fraqueza causada pelo HIV. Repercutia em meu espírito as dores morais decorrentes das enfermidades. Mas algo mudara. Será que eu havia morrido? Intimamente eu ouvia uma multidão aplaudindo. Outra vez eu a ouvia chorando e um sentimento indefinível desabrochava em meu peito, uma ânsia louca de explodir, uma vontade de gritar para aquela multidão: "Estou aqui, vivo!"… Mas, aqui, onde? No hospital? Em Ipanema? No palco? Eu não saberia dizer.
        Senti uma tremenda vontade de chorar. Parecia que todas as emoções, angústias e dores duramente reprimidas estavam rompendo as últimas barreiras e resistências, derramando-se em lágrimas que desciam de meus olhos. Diluía-me todo nas torrentes de lágrimas que fluíam de dentro de mim. Mas parecia que esse pranto, que essa lágrima toda não descia apenas de meus olhos. Elas vinham de mais profundo, do coração, das minhas entranhas, eu diria.
        Mais ainda eu podia ouvir a multidão e, quanto mais eu ouvia aquelas vozes repercutirem em minha alma, mais eu tinha certeza de que meus pés não pisariam mais os palcos do mundo. Uma certeza apossou-se do meu ser: eu havia morrido.
        Contudo, eu vivia. Embora não pudesse explicar para mim mesmo, eu vivia, apesar do delírio da multidão, do choro dos familiares e da saudade incrível de minha mãe, que irrompia do meu peito. E a única coisa que eu sabia fazer naquele momento era chorar. Chorei como uma criança desconsolada. Chorei talvez com revolta, mas meu choro também era um desabafo.
        Sentia que estava deitado, porém, era uma situação tão diferente de tudo que eu presenciara e vivera até ali. Tudo parecia um delírio. Lembrei-me das sensações que eu sentira todas as vezes em que me drogava. As viagens e os sonhos proporcionados pelo uso da maconha, da cocaína, enfim, das badalações e loucuras, das curtições e das revoltas lúcidas, planejadas, sem limites.
        À medida em que me recordava dessas coisas a angústia aumentava. Uma tristeza amarga sobressaía em meio ao tumulto das emoções. Se havia um inferno, eu vivenciava algo semelhante dentro de mim naquele momento.
        Enquanto eu vivia esses sentimentos fortes e as emoções violentas que arrebentavam do meu peito, não tive consciência exata do tempo que se passava. Um dia? Um mês? Ou um ano? Diante da dor o tempo parece dilatar-se e, para quem vive essa loucura interior, os minutos, os dias, os anos parecem elásticos ou se transformam numa eternidade. Será pura impressão?
        Vagamente eu me lembrava do leito onde eu estava deitado, da clínica improvisada na residência de meus pais. Mas era só vagamente. Novamente os gritos, as vaias e o delírio de uma multidão que eu não via. Apenas ouvia. Tudo estava gravado dentro de mim.
Imagens apareciam e desapareciam à minha volta e eu, ao mesmo tempo, fazia parte daquele cenário pitoresco, louco, delirante. Com certeza eu estava sob o efeito de alguma droga - era assim que eu pensava. Tantas e tantas vezes eu me droguei, fumei e cheirei. Uma espécie de lembrança das minhas loucuras se esboçava em imagens que pareciam irreais. Uma certeza de que a morte estava me cobrando alguma coisa. Ou - quem sabe? - era eu mesmo quem me cobrava.

        A morte faz dessas coisas com a gente. No meu caso, além de despertar um sentimento de culpa duramente reprimido, trouxe à tona um lado mais sensível de mim, que somente pode ser comparado com os momentos mais agudos da doença. A morte amacia corações, dobra a nossa rebeldia. Afinal, rebelar-se mais, para quê? Contra que sistema? Contra Deus e a vida? Eu não via Deus.

RECOMENDO A TODOS VALE A PENA LER 

GRANDES ´POETAS.......
 
Biografia - José Oswald de Sousa Andrade 

José Oswald de Sousa Andrade nasceu em São Paulo em 1890. Presenciar a virada do século, aos 10 anos, foi marcante, como relembra o poeta já adulto: "Havíamos dobrado a esquina de um século. Entrávamos em 1900... " . São Paulo despertava para a industrialização e a tecnologia. Abria-se um novo mundo urbano, que Oswald logo assimilaria fascinado: o bonde elétrico, o rádio, o cinema, a propaganda com sua linguagem-síntese...
Oswald tinha 22 anos quando fez a primeira de várias viagens à Europa (1912), onde entrou em contato com os movimentos de vanguarda. Mas só depois de dez anos empregaria as técnicas desses movimentos. De qualquer forma, divulgou o Futurismo e o Cubismo. O terceiro casamento, com Tarsila do Amaral, em 1926, forjou o casal responsável pelo lançamento da Antropofagia. Mário os chamava de "Tarsiwald"... Com Tarsila voltou à Europa algumas vezes. A crise de 29 abalou as finanças do escritor. Vem a separação de Tarsila e uma nova relação: Patrícia Galvão (Pagu), escritora comunista. Oswald passou a participar de reuniões operárias e ingressou no Partido Comunista. Casou-se mais uma vez, depois de separado de Pagu, até que, já com 54 anos, conheceu Maria Antonieta d'Alkmin. Permaneceram juntos até a morte do poeta, em 1954.
Nenhum outro escritor do Modernismo ficou mais conhecido pelo espírito irreverente e combativo do que Oswald de Andrade. Sua atuação intelectual é considerada fundamental na cultura brasileira do início do século. A obra literária de Oswald apresenta exemplarmente as características do Modernismo da primeira fase.
Em Pau-Brasil, põe em prática as propostas do manifesto do mesmo nome. Na primeira parte do livro, "História do Brasil", Oswald recupera documentos da nossa literatura de informação, dando-lhe um vigor poético surpreendente.
Na segunda parte de Pau-Brasil - "Poemas da colonização" -, o escritor revê alguns momentos de nossa época colonial. O que mais chama a atenção nesses poemas é o poder de síntese do autor. No Pau-Brasil há ainda a descrição da paisagem brasileira, de cenas do cotidiano, além de poemas metalingüísticos.
A poesia de Oswald é precursora de um movimento que vai marcar a cultura brasileira na década de 60: o Concretismo. Suas idéias, recuperadas também na década de 60, reaparecem com roupagem nova no Tropicalismo.
Memórias sentimentais de João Miramar chama a atenção pela linguagem e pela montagem inédita. O romance apresenta uma técnica de composição revolucionária, se comparado aos romances tradicionais: são 163 episódios numerados e intitulados, que constituem capítulos-relâmpago - tudo muito influenciado pela linguagem do cinema - ou, mais precisamente, como se os fragmentos estivessem dispostos num álbum, tal qual fotos que mantêm relação entre si. Cada episódio narra, com ironia e humor, um fragmento da vida de Miramar. "Recorte, colagem, montagem", resume o crítico Décio Pignatari.
O material narrativo segue esta ordem: infância de Miramar, adolescência e viagem à Europa a bordo do navio Marta; regresso ao Brasil, motivado pela morte da mãe; casamento com Célia, e um romance paralelo com a atriz Rocambola; nascimento da filha; divórcio e morte de Célia; falência de Miramar.
Em 1937 publicou-se O rei da vela, peça que focaliza a sociedade brasileira dos anos 30. Pelo seu caráter pouco convencional, só foi levada a cena trinta anos depois, integrando o movimento tropicalista.